segunda-feira, 22 de junho de 2009


Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas, só chove e chove
Chove e chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove
Chove e chove

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nada...


NOTHING

Pagu/Patricia Rehder Galvão
Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada
Fisionomias massacradas
Tipóias em meus amigos
Portas arrombadas
Abertas para o nada
Um choro de criança
Uma lágrima de mulher à-toa
Que quer dizer nada
Um quarto meio escuro
Com um abajur quebrado
Meninas que dançavam
Que conversavam
Nada
Um copo de conhaque
Um teatro
Um precipício
Talvez o precipício queira dizer nada
Uma carteirinha de travel's check
Uma partida for two nada
Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas
Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava
Um cão rosnava na minha estrada
Um papagaio falava coisas tão engraçadas
Pastorinhas entraram em meu caminho
Num samba morenamente cadenciado
Abri o meu abraço aos amigos de sempre
Poetas compareceram
Alguns escritores
Gente de teatro
Birutas no aeroporto
E nada.

(definição de momento...)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Viver. É, a vida era assim mesmo. para pior ou para melhor, a vida seria sempre assim, um jogo de felicidades progressivas e tristezas marcantes, de falsidades mais ou menos cruéis e verdades duras de se engolir"

(Os papéis de Lucas, pequeno inventário d eum adolescente, Júlio Emílio Bráz, dando voltas e voltas e sempre chegando com o Lucas...)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

RE-encontro

Que coisa mais engraçada, estranha, bizarra, louca, sei lá...

Hoje, fazendo um percurso que não é meu de costume, encontrei alguém que realmentee não via há tempos, e sinceramente, nem esperava ver...a minha professora da 4ª série!!
Foi engraçado...eu vi aquela mulher entrar na lotação com uma amiga, começar a falar algumas coisas e aí a semelhança já me veio à cabeça...fiquei quieta, pra não pagar mico né...
Então ela começa a falar de escola, planejamento, aula...hum...não aguentei, meu dedinho teimoso não se controlou e foi lá dar uma "cutucadinha" no braço dela...

"Com licença, seu nome é Dayse??"

"É sim, eu também estou te reconhecendo, segura a minha bolsa..."
¬¬...continua meio mandona!! rsrsrs

É óbvio que ela não lembrava meu nome, e eu tive que falar, mas enfim, lembrava que eu tinha sido aluna dela...então fomos conversando e lembrando de muitas coisas, dos meus lindos 10 aninhos de idade, rsrsrs...da turma, do colégio...lembrei daquela "moça" (apesar de na época ela já ter 41 anos, pra mim, tinha cara de vinte e poucos!!) e observei, já alguns cabelos brancos, mudança no corpo, no rosto também...estávamos diferentes, e ela também notou isso, mesmo que com aquela veeelha frase "lembro de você, era bem pequenininha..." "Eu não cresci muito! hehe"
"Nãao, mas cresceu sim, tá diferente..." e fomos indo nesse mergulho de gostosas lembranças, sem tristes nostalgias, até que chegou o ponto dela, ela desceu, e mandou lembranças para quem eu visse da antiga turma...a antiga turma, tanta coisa aconteceu desde aquela turma, pessoas que mudaram, eu mudei, o que era tão importante, hoje com certeza não tem o mesmo valor, as pessoas não se veem mais, mudei de escola, comecei a fazer teatro, dança, mudei de casa, de escola de novo, parei com a dança, e mudei, mudei, mudei...e ainda há muito o que mudar, afinal, é o natural das coisas e ninguém e da mesma forma sempre, ainda que a essência permaneça.
...
O passado não muda, ele vai ser sempre do jeito que foi, não importa como eu construa meu futuro... que bom, que eu tenho coisas muito boas pra levar...